voltar Criatividade 07/06/2021 Quantas ideias “ridículas” você tem?

Alguma vez você ouviu algo parecido a isso: “Essa ideia é ridícula!”?

Se já ouviu, parabéns! O grande guru do marketing Seth Godin, em um inspirador livro chamado A Lição de Ícaro, costuma dizer que se poucas pessoas duvidam de você, é porque você não está fazendo a diferença. Ele vai mais longe, dizendo que “ou você pode arriscar estar errado ou sua vida pode ser um tédio.”

Toda grande aventura humana e toda inovação nasceu com uma pergunta que começa com “e se”. Desde a Revolução Industrial somos moldados, no entanto, a evitar o risco, ou a se expor tão somente de um modo convencional, o que nos leva ao que o produtor de cinema David Puttnam batizou de “sucesso convencional”. A sociedade nos permite fracassar à vontade desde que fracasse como todo mundo. É por exemplo o fracasso aceitável de criar uma melhoria para um produto novo ou testar o sabor novo no cardápio do restaurante onde você trabalha. Esses fracassos envolvem baixo risco e, até aí, tudo bem, você pode falhar e vai sair impune.

Para Seth Godin, produzimos algo notável em nossas vidas quando temos a coragem e a capacidade de enfrentar na vida um tipo inteiramente novo de fracasso, aquele que ocorre a partir de um risco inédito. E isso só acontece se estivermos abertos e com coragem de ter e testar ideias que outros consideram absurdas.

Quando você repete o que já fez, só necessita de uma leve dose de coragem – na verdade você ainda não saiu da sua zona de conforto, pelo contrário está ainda nela e mais confortável do que antes. Por outro lado, saltar no vazio de embarcar em novas ideias, que outros podem considerar absurdas ou ridículas, sem um mapa, é um convite ao fracasso, ao pavor, sim, mas, quem sabe, ao brilho.

“O maior inimigo da criatividade é o bom senso.” (Picasso)

Uma semana de muitas ideias absurdas!

 

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